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14/03/2007 18:09

TV Pública: TV estatal?


Do blog do Alon

Por que sou favorável à criação de uma TV estatal (13/03)

Eu sou a favor da proposta de criar uma rede estatal de tevê aberta. Sou também a favor de que haja uma rede de rádio nos mesmos moldes. Assim como sou a favor de haver uma agência estatal de notícias e um site como o da Agência Brasil. Eu sou tão a favor dessas coisas que coloco, faz um bom tempo, links neste blog para a Novosti (Rússia) e para a Voz da América (Estados Unidos), que claramente expressam a posição de seus governos. Eu sou contra chamar canais estatais de comunicação de "públicos". É uma maneira envergonhada e canhestra de defender o direito que o governo (qualquer governo) tem de fazer o seu próprio jornalismo. Para tentar atingir os seus próprios objetivos de comunicação sem se meter no jornalismo que é feito pelas empresas privadas. Que, aliás, têm donos para decidir o jornalismo que vão praticar. Quando eu quero xingar o jornalismo produzido por uma empresa privada de comunicação, eu sei contra quem praguejar. Portanto, quando a cobertura do jornalismo estatal me causar desagrado, eu quero poder xingar o presidente da República sem o risco de estar cometendo uma injustiça. Mas quando "estatal" é trocado por "público", o distinto público, paradoxalmente, fica sem ter como influir nos rumos da estatal que adotou esse nome-fantasia. É um processo de autonomização, supostamente "republicano", no qual o dinheiro dos impostos é gasto com base nos objetivos de alguém que não recebeu votos para tal. E como as estatais da comunicação não costumam aceitar anúncios, eu não posso nem tentar influir sobre o conteúdo da programação, propondo, por exemplo, um boicote a determinado anunciante que patrocine um programa do qual eu não gostei. Mas, se a empresa é assumidamente estatal, se está claro que quem manda nela é o governo de plantão, eu posso tentar mudar o governo na próxima eleição. E, entre duas eleições, eu posso xingar à vontade o presidente que nomeou os jornalistas que mandam na estatal, para que ele fique com medo de perder votos e se mexa. É democrático. Por isso é que eu sou a favor da proposta de criar uma rede estatal de tevê aberta.

enviada por Editor






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Saiba mais


Leia Trechos

Capítulo 1

CIP: a necessidade de conceituação

Capítulo 2

Governos: emissores fundamentais da CIP

Capítulo 3

Empresas: cidadania na comunicação

Capítulo 4

Terceiro Setor: a CIP como poder de pressão

Capítulo 5

Todos ganham com as PPPs

Capítulo 6

Internet: interatividade, engajamento e participação

Capítulo 7

Jornalismo cívico: impacto concreto no mundo real

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